Como surgiu a matemática no mundo?
Você já parou pra pensar sobre a origem da matemática?
Neste texto vamos falar sobre isso!
A palavra matemática tem origem do grego mátema (μάθημα), que significa “ciência, aprendizado ou conhecimento” e matematikós (μαθηματικός), que quer dizer “fundação do aprendizado”.
Trata-se da ciência das formas e grandezas e do que elas possuem de calculável e mensurável, de acordo com as relações que há entre elas.
A matemática se originou como uma necessidade básica do homem. Na pré-história o homem fazia a contagem dos números com uso dos dedos das mãos, ossos, pedras e pedaços de madeira. Dessa forma ele controlava suas atividades, já que não existia um processo econômico.
A necessidade de contar e fazer uma relação das demandas naturais do cotidiano foi fundamental para o desenvolvimento do estudo da matemática.
O início da matemática
A origem da matemática se deu na Mesopotâmia (Babilônia), Egito, Índia, Grécia e Oriente Médio. O Renascentismo na Europa permitiu novas descobertas em várias áreas do conhecimento, incluindo a matemática.
Em meados dos séculos IX e VII a.C, os egípcios e babilônios tinham uma álgebra e geometria que conseguia somente atender suas necessidades práticas, isto é, não se tratava de uma ciência organizada.
Na Mesopotâmia, a matemática era usada pelos escrivas que possuíam responsabilidades sobre o tesouro real.
A origem da matemática na Grécia
Por a Grécia antiga ter sido o berço da ciência, filosofia e lógica não é de espantar que lá surgisse uma grande necessidade de desenvolver a matemática. Foi com os gregos entre 1.100 a.C e 400 d.C que a matemática teve seu momento áureo.
Lá surgiram grandes nomes como Tales de Mileto, Pitágoras, Arquimedes, Platão, Aristóteles e Euclides. Por isso, frequentemente se associa a origem matemática à Grécia.
A Grécia também teve a primeira e uma das mais importantes bibliotecas da história, que foi a de Alexandria.
A matemática só passou a ser vista como ciência, a partir dos séculos VI e V a.C na Grécia. Os gregos encaram a matemática não apenas para suprir as necessidades práticas, mas como uma ciência.
Ao contrário dos babilônios e egípcios, os gregos vislumbraram a matemática como ciência levando em consideração questões relacionadas com processos infinitos, continuidade e movimento.
As tentativas dos gregos em achar resolução para esses problemas deu origem ao método axiomático-dedutivo, que é construído a partir de termos iniciais e desenvolvido por meio de regras e definições.
Neste método se admite como verdade certas preposições que possuem evidência e seguindo um encadeamento lógico se chega a proposições mais gerais.
A lógica axiomática ocorre quando um axioma, que também pode ser denominado de postulado, é uma sentença que não foi demonstrada ou provada, mas ainda assim é tida como óbvia. Isto é, trata-se de um consenso para que se aceite uma teoria.
Os gregos tiveram muitas dificuldades quando começaram a estudar problemas de processos infinitos, em especial os que se valiam de números irracionais. Talvez por isso que eles tenham se desviado da álgebra em direção à geometria.
Por volta de 300 a.C., o matemático, professor e escritor grego Euclides de Alexandria escreveu um tratado matemático e geométrico chamado “Os Elementos“, que consistia em 13 livros. Por conta dessa obra, Euclides é chamado de “O Pai da Geometria”.
Esse tratado engloba definições, axiomas, proposições e suas provas matemáticas. O trabalho cobre a geometria euclidiana e a versão grega antiga de números elementares.
Acredita-se que objetivo de Euclides era reunir em um trabalho as três grandes descobertas de seu tempo, que eram a teoria das proporções de Eudoxo, teoria dos irracionais de Teeteto e a teoria dos cinco sólidos regulares.
O livro foi um dos primeiros trabalhos matemáticos a serem impressos após a evolução da prensa móvel e teve mais de mil edições.
Arquimedes de Siracusa foi outro grande matemático que surgiu após o trabalho desenvolvido por Euclides. Ele introduziu na geometria um novo método chamado de “método de exaustão”. Este foi o início do que mais tarde veio a se desenvolver como a teoria dos limites.
Contemporâneo de Arquimedes, o matemático e astrônomo Apolônio de Perga iniciou os estudos de denominadas curvas cônicas, que são a elipse, parábola e hipérbole.
Pitágoras foi também um grande matemático grego que teve grande contribuição para o desenvolvimento da matemática. Não à toa ele é chamado de “O Pai da Matemática”.
O declínio da matemática grega
Em dezembro de 641 a.C, a cidade de Alexandria caiu e os exércitos árabes se empenharam no que foi chamado de Guerra Santa.
Nesta guerra, cidades foram ocupadas e arrasadas. O trabalho dos gregos, no que diz respeito ao desenvolvimento da matemática como ciência, entrou em pausa e muitas coisas foram destruídas ou esquecidas.
Em suas invertidas, os árabes conquistaram a Índia e lá se depararam com a álgebra e a aritmética produzida por eles.
Os hindus introduziam um número que até então era desconhecido: o zero. Esse feito causa uma verdadeira revolução no modo de se fazer cálculos.
Os árabes começam a propagar a cultura hindu e chega até a Europa os chamados “algarismos-arábicos”, que na verdade foi uma invenção dos indianos.
O árabe o árabe Mohamed Ibn Musa Alchwarizmi foi um dos principais incentivadores para a matemática começar a se desenvolver novamente.
Este foi o impulso para o estudo da matemática até chegar ao que tempos hoje.
Atualmente, a matemática é considerada como a “Rainha da Ciência”, por ser indispensável para todas elas. Sem a matemática, certamente, não teríamos a evolução da humanidade a partir da tecnologia.
FONTE: marcelouva (Por: Marcelo Uva)

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